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O Brasil se encontra em mais um momento histórico e decisivo: a alteração da lei que rege as florestas, Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais – o nosso Código Florestal. Esta mudança é considerada como um retrocesso na legislação ambiental brasileira nos distanciando de um desenvolvimento sustentável. São vários os pontos polêmicos desta mudança na legislação, como: redução das Áreas de Reserva Legal na Amazônia e Cerrado; Redução da Área de Mata Ciliar; Anistia aos desmatadores até a data de 22 de Julho de 2008; dentre outros pontos.

O Movimento Veta, Dilma! vem crescendo fortemente no Brasil e se espalhando pelo mundo inteiro. A página Veta, Dilma no Facebook tem mais de 10.000 seguidores, no twitter a campanha é muito forte e a Campanha do site Avaaz tem quase 2 milhões de assinaturas. Dessa maneira, as razões pelo Veto Total a este projeto vem se espalhando pela sociedade e ajudando a difundir a informação sobre tal projeto de lei. Vale a pena ler este artigo de 13 motivos para Dilma Vetar Tudo. A SBPC e a ABC (Associação Brasileira de Ciência) também lançaram um documento em relação a Ciência não está sendo considerada neste projeto da Câmara dos Deputados.

Pelo Brasil vem acontecendo passeatas como este vídeo organizado pelo Floresta Faz a Diferença que faz uma passeata esse domingo em São Paulo.

Aqui em Natal uma Caminhada foi organizada em torno do tema Darwin Pede Veta Dilma. A Caminhada foi assim chamada, pois, pretendia chamar a atenção da sociedade para a desconsideração aos argumentos científicos relacionados ao projeto de lei de Mudança do Código Florestal.

 

No último dia 15, o Movimento 15 de Maio, também conhecido como Indignados ou Revolução Espanhola, completou um ano de saída as ruas. Nesta data, no ano passado, centenas de milhares de pessoas saíram as ruas em 58 cidades espanholas em razão as medidas políticas governamentais que criaram uma crise sócio-econômica, enquanto, garantem crescimento aos bancos e grandes corporações.

O M-15 (sigla do Movimento Espanhol) está associado com o portal ¡Democracia Real Ya!com o livro Indignai-vos!, de Stéphane Hessel, a Primavera Árabe, movimento popular no Oriente Médio, e posterior movimento global Occupy.

No último sábado, dia 12 de Maio, centenas de milhares de pessoas saíram as ruas para comemorar um ano do Movimento 15 de Maio. Isso aconteceu em 60 cidades na Espanha e 50 países do Mundo! A situação atual na Espanha está complicada para os jovens, em que, 50% destes estão sem empregos. 340.000 famílias perderam suas casas desde o começo da crise econômica no país. Definitivamente, precisamos de um novo modelo sócio-político-econômico-ecológico para o mundo.

Segue vídeo da passeata do dia 12 de Maio na Espanha:

By Um Zé na América e Pescando Luzes

O Parque de Capim Macio, mais uma vez, foi palco de um grande mutirão voluntário de limpeza! No sábado (14/04), foi realizada a ação, que teve o objetivo de limpar o lixo, vestígios de comportamento, coroamento de árvores com serrapiheira, delimitada por entulhos ali deixados. Prática esta não replicada na manutenção das praças e áreas abertas da cidade e é de grande importância para o desenvolvimento das plantas. Além de demarcação de trilhas, embelezamento com mosaicos de azulejos e pedras em determinados setores.

A limpeza foi necessária devido ao grau de abandono do lugar, não oficialmente abraçado pela prefeitura, portanto, acaba sendo depósito de lixo, reduto para prostituição e uso de drogas. Uma relação de causa e consequência notória: falta de políticas públicas gerando degradação social. Entretanto, o parque apresenta potencial recreativo e socioecológico, na amenização do clima, da umidade, atração de biodiversidade, infiltração de água no solo, abastecimento dos corpos hídricos subterrâneos, etc..

O mutirão foi realizado também com o objetivo de organizar o espaço para o III Brechó do Parque de Capim Macio. Acontecimento que reuniu pessoas de vários lugares da cidade, promovendo novos encontros, gente se conhecendo, escutar boa música, trocar e vender produtos usados, provar boa comida, desfrutar dança circular embaixo das árvores e muito mais.

   Recentemente, Zé na América morou na cidade de Seattle – EUA e trabalhou com Restauração Florestal Urbana e Voluntariado na Ong EarthCorps, organização que mobiliza em torno de 12.000 pessoas por ano em atividades. No sábado (14), éramos em torno de 30 pessoas e foi notória a diferença que fizemos para o local, ressaltando a força dos mutirões voluntários. Imagine se dez praças em Natal, 30 pessoas em cada uma delas, se voluntariassem pela melhoria de qualidade ambiental, logo, melhor vida para a sua comunidade, bairro e cidade… Assim, desenvolvemos a prática de agentes em rede.

Independente do poder público estar presente, a sociedade pode se organizar autonomamente para suprir suas necessidades e se apropriar dos espaços urbanos. Isso é política na micro-escala. É assim que descentralizamos as tomadas de decisão e partimos para uma comunidade proativa. Esta iniciativa serve de exemplo a ser replicado e adotado por outros grupos.

O Parque de Capim Macio deixa de ser um espaço vazio, de passagem, e se transforma num lugar onde as pessoas se sentem a vontade para habitar, fazer festas e viver o ambiente.

Enfim, de quem é o parque? Ele está aberto à criatividade e à boa vontade. Ele é de todos aqueles que quiserem cuidar e viver ele. Aproxime-se, opine, contribua, ajude… É de todos e de ninguém. O parque é do parque e nós fazemos parte dele. Nós somos o parque.

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”

A intenção deste texto é de compartilhar um pouco da experiência que tive com o mundo das bicicletas pela cidade de Seattle e seus arredores, no estado de Washington, e de como quebrei aquele pré-conceito de que os Estados Unidos é só carro e gasolina. Vale ressaltar que esta não é uma iniciativa isolada da cidade de Seattle, mas sim, uma realidade pela região do Noroeste do Pacífico (Pacific NorthWest) e de outras regiões pelos EUA, Canadá e Europa.

Burke-Gilman Trail - Importante Ciclovia da Região

Segundo o Departamento de Transportes de Seattle, 36% das 520.000 pessoas do município (ou seja, 187.200 pessoas) utilizam bikes de maneira recreativa e entre 4.000 e 8.000 pessoas utilizam destas para irem ao trabalho dependendo do clima. Esta cidade conta com uma infra-estrutura excelente para os ciclistas: 72 kilômetros de trilhas compartilhadas com ciclistas e pedestres, 193 kilômetros de ruas e avenidas com sinalização para bikers e 193 kilômetros de rotas sinalizadas para bikes. Clique aqui para download do mapa abaixo.

Mapa das Ciclovias de Seattle

Seattle está localizada no King County (que possui em torno de 300 kms de ciclovia e planeja ampliar para aproximadamente 500 kms de ciclovia) e uma famosa ciclovia do County, a Burke-Gilman Trail, cruza esta cidade. Esta trilha possui 43 kms de comprimento, cruzando Seattle e outras cinco cidades, sendo esta um antiga linha de trem que foi desativada. A Burke-Gilman Trail é muito utilizada com fins recreacionais e como caminho para o trabalho para os milhares que vão diariamente pedalando.

Burke-Gilman Trail bordeando o Lake Washington

Além das inúmeras ciclovias espalhadas pela cidade e região, uma iniciativa legal da prefeitura foi instalar racks nos ônibus. Ou seja, você pode dar uma pedalada longa pela cidade e quando estiver cansado, botar a bike no rack do ônibus e voltar descansando. Além dos ônibus, você pode colocar sua bike nos trens que conectam a região e, assim, ir para Vancouver, Portland, dentre outras cidades, levando sua bike para pedalar na boa estrutura que estas cidades possuem.

Rack para bike no ônibus

Lugar para bike no metrô (os trens que ligam cidades também possuem espaço para bicicletas)

Pelo Brasil e, principalmente por Natal, a realidade é bem diferente. Contamos apenas com um trecho de ciclovia na Via Costeira e com o projeto Pedal Livre que acontecia aos domingos na Av. Itapetinga e agora acontece na Av. Afonso Pena. Uma iniciativa louvável na cidade é a Bicicletada Natal que há anos saí as ruas da cidade, no último sábado de cada mês, reivindicando ciclovias na cidade e chamando a atenção das pessoas para o uso de um meio de transporte sustentável e saudável. Na última edição de domingo do Diário de Natal foi apresentada uma proposta da SEMOB (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana) junto ao Ministério das Cidades, para se criar mais 30 kms de ciclovia em Natal, somando-se aos 12 kms já existentes. É ver para crer!

Vale a pena o clique no site do Vá de Bike, Bicicletada Nacional, Cascades Bicycle Club (em Seattle), King County Transportes (pelo estado de Washington).

Pedalemos!

A Organização Não-Governamental “Leave No Trace (LNT)” foi criada em 1994 no intuito de desenvolver e expandir o treinamento e educação no conceito de Não Deixar Rastros (Leave No Trace) nos ambientes naturais, envolvendo um grande número de parceiros, como as Agências de Manejo de Terras Federais, Corporações de Atividades Outdoor, outras Organizações Ambientais Não-Governamentais e de Atividades Outdoor, como também, Grupos de Jovens.

Porém, a concepção desta ideia se remete aos anos 60, em que, o Serviço Florestal Americano, vinculado ao Departamento de Agricultura, havia sintetizado conceitos de respeito para atividades em áreas naturais. Já nos anos 80, o Serviço Florestal Americano possuía um programa enfatizando a ética em áreas selvagens e práticas sustentáveis de camping e viagem Sem Rastros (No Trace). Nos anos 90 o Serviço Florestal Americano trabalhou em parceria com o National Outdoor Leadership School desenvolvendo treinamentos para atividades recreacionais de baixo impacto na natureza.

Leave No Trace

É importante ressaltar como boas ideias começaram para podermos entender como estas se encontram tão bem estabelecidas hoje em dia e, dessa maneira, podermos tomar iniciativas e trabalharmos para que estas virem realidade. Nos anos 2000, a LNT firmou parcerias com vários Departamentos do Governo Americano até que em 2007 o Leave No Trace estabeleceu uma parceria formal com a administração de Parques Nacionais Americanos para adoção do programa da OnG nos parques do país.

Hoje em dia eles possuem diversos programas, tais como o Programa de Treinamento para Viagens, um Programa de Educação Infantil chamado Promovendo Consciência Ambiental em Crianças (Promoting Environmental Awareness in Kids), Programas Internacionais (em Austrália, Canadá e Irlanda) e um Programa de Bolsas, além de todo um material produzido.

O Leave No Trace possui sete princípios: Planejamento Prévio e Preparação; Viagem e Acampamento em Superfícies Adequadas; Disposição Adequada de Resíduos; Deixando o que se Encontra; Minimizando os Impactos de Fogueiras; Respeito à Vida Selvagem; e Ser Respeitoso com os Outros Visitantes.

Minimizando os impactos da fogueira: um buraco para evitar a queima da serrapilheira. Do blog: http://www.travelinggreener.com/

No artigo “Não Deixe Rastros” do Antônio Calvo na Revista Aventura & Ação você pode conhecer melhor os príncipios de uma organização brasileira semelhante ao Leave no Trace, que se chama Pega Leve. Estes princípios foram baseados nos da LNT, de organizações neo-zelandesas e publicações do Ministério do Meio Ambiente.

Da experiência que tive pela OnG EarthCorps, participei por um treinamento para conduta consciente em acampamentos, pois, desenvolvemos um trabalho em um Parque Nacional no Estado de Washington (para conferir detalhes desse trabalho acesse esse vídeo). Nesse workshop tivemos um enfoque nos princípios do Leave No Trace, tais como:

  • Disposição adequada de nossos resíduos: todo e qualquer lixo gerado era acumulado dentro de Zip Locks, que ia dentro de BearVault(uma espécie de pote de plástico com um dispositivo de fechamento que impedia dos ursos abrirem) ou ia dentro de sacolas num Bear Hanging (um sistema de suspender as sacolas com comida para evitar o ataque dos ursos) – veja fotos abaixo. Defecar deveria ser feito em Latrinas com uma distância de aproximadamente de 75 metros de corpos d’água, por motivo óbvio de evitar contaminação. Para urinar a distância dos rios e córregos também devia ser respeitada;

    Bear Hanging - Armazenando a Comida Apropriadamente

  • Cozinhando e Lavando à Louça: Para cozinharmos e evitar que o cheiro atraísse qualquer animal para a área de acampamento utilizarmos uma barraca que vai na figura abaixo. Não deve haver desperdício, pois, restos de comida podem atrair animais selvagens (o que poderia ser um problema para o atual camping e para os próximos…). Lavava-se a louça com sabão biodegradável, bolsas que reduziam o uso de água, a uma distância considerável de corpos d’água e usando um buraco para dispor a água de lavagem (pós-filtrada);

    Barraca para Cozinhar

    Além destes tópicos, tivemos todo um planejamento da EarthCorps para irmos para este acampamento (quantidade de comida a ser usada, filtros para água, combustível para cozinhar alimentos, dentre outros); tivemos toda uma preocupação com o local de camping sendo este um local de camping e de superfície adequada e desvegetada; fogueira era proibida; e por fim, levamos tudo o que trouxemos para o camping no final do acampamento.

    Considerando que cada vez mais pessoas estão indo aos ambientes naturais, acampando e desenvolvendo atividades de recreação em parques os princípios do Leave No Traca, Pega Leve! são fundamentais para conscientização daqueles que se aventuram pelas florestas e montanhas à fora!

    Sem Deixar Rastros, por favor!

     

Por ter participado de um programa na EarthCorps com outros integrantes internacionais, tive contato com as Organizações que estes amigos fazem parte. Portanto, a ideia deste post é compartilhar um pouco de cada grupo, instigar você leitor a pesquisar sobre iniciativas que estão acontecendo ao redor do globo e, consequentemente, te deixar feliz em saber que tem muita gente no mundo lutando pelo bem!

Começo pelo Quênia. Nas margens do Lago Victoria, no Monte Kilimanjaro e inserido numa biodiversidade incrível, a ex-colônia britânica é cheia de iniciativas. Compartilho estas três organizações:

- WildLife Club of Kenia (WCK): Associação de Estudantes criada em 1968 e tem como objetivo educar jovens sobre o Meio Ambiente e Recursos Naturais.

- EcoFinder Kenia: Criado em 1995, tem como intuito desenvolver pesquisa e monitoramento, Reabilitação de Paisagem, Educação em Conservação, assim como, várias iniciativas na área sócio-ambiental.

- Lake Victoria Sunset Birders: Trabalha na Conservação da Papyrus Wetlands no Lago Victória para Pássaros. Desenvolve trabalhos junto as comunidades, com Educação Ambiental, Agro-Floresta e Banheiro Seco Compostável, no intuito, de cria outras alternativas para lidar com Resíduos e Produção de Alimentos.

Afim de construir trilha? Na Rússia? Aqui vai a dica: Great Baikal Trail. Locada no Lago Baikal (quinto maior lago do mundo), esta organização tem como objetivo desenvolver o Eco-Turismo de baixo impacto, assim como, o desenvolvimento sustentável local. Ainda pela Ásia a Environmental Camps for Conservation Awareness desenvolve interessantes trabalhos no Nepal com tecnologias alternativas, Melhoramento de Condições Sanitárias em Escolas e Comunidades, Plantio de Árvores, dentre outros tópicos.

E que tal um estágio pela América Central participando do Ecology International Project? Este programa pode te levar para a Galápagos, Costa Rica ou México. Vale a pena o click e a pesquisa.

Já que estamos perto do Caribe dá uma olhada nessa Organização Governamental da Colômbia: Coralina. Este grupo visa o Desenvolvimento Sustentável no Arquipélago de San Andrés, Catalina. E você sabia que 10% do território terrestre Colombiano é Unidades de Conservação? Dá uma conferida aqui: Parque Nacionais Naturais de Colômbia.

Mas iae, já se interessou de ir para Europa? E que tal trabalhar como voluntário em projetos com Conservação? Pode ser na Islândia (só não me diz que você gosta de Sigur Rós…)? Pois, para a Europa de uma maneira geral, vale a busca com European Voluntary Service e para a Islândia especificamente Iceland Conservation Volunteers. Ainda na Europa, mais especificamente na Sérvia, um grupo de estudantes em 1969 resolveu criar uma organização para estudar as cavernas, a biodiversidade, o turismo sustentável, a geografia, dentre outros temas da região deste país. Hoje a Drustvo Istrazivaca – Vladimir Mandi – Manda agrega 6.000 pessoas em suas atividades.

Pela Oceania, a Palawan Conservation Corps vem atuando na ilha de Palawan desde 1999 em comunidades rurais pobres, especialmente com jovens, na construção de trilhas, bio-arquitetura, produção orgânica de alimentos, Educação em Parques Nacionais, dentre outros temas. Outro clique interessante é sobre o Borneo Project que trabalha que trabalha no suporte a Proteção à Áreas Indígenas, a interrupção de Corte de Madeira e Construção de Barragens e Políticas para Mudanças Climáticas.

Tem muita coisa acontecendo, meus amigos! Não à tempo para preguiça e reclamação, mas, sim de se conectar com quem está fazendo acontecer! Vale conferir a lista de parceiros que a EarthCorps possui: http://www.earthcorps.org/partners.php

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